CERIMÔNIAS RELIGIOSAS: COMO É FEITA A DESPEDIDA PARA CADA RELIGIÃO

Atualizado: 29 de ago. de 2019

Conheça o rito de passagem de algumas das mais populares religiões do país.



Cerimônias religiosas.

Em um Brasil tão misto em cores, culturas e credos, é importante respeitar todas as manifestações culturais, afinal, uma das coisas que todas as religiões têm em comum é, justamente, o amor e a tolerância. Por isso, não devemos desprezar nenhum rito de passagem! A partir desse preceito estudamos e entramos em contato com vários representantes das religiões que estão presentes no Vale do Paraíba para entender suas tradições. Veja o que descobrimos.



CATÓLICA


Para os católicos, o velório e o enterro ocorrem em sequência, sendo que esse último normalmente é realizado até 24 horas após a morte. O velório é celebrado com incensos, que têm o significado de veneração; água, para lembrar o batismo; e velas, para simbolizar a vida se queimando (além disso, a luz é vista como um sinal de Deus). Também é comum que amigos e familiares façam uma oração juntos.


Outro hábito comum na igreja católica é a vivência do luto. De acordo com a religião, é importante se permitir viver a tristeza do momento. Muitos vestem roupas pretas para simbolizar que perderam um amigo ou familiar.


Na capela: cruz de Jesus Crucificado, pedestal de flores, imagens de santos com altar (para devotos) e palanque para celebração.



EVANGÉLICA


Assim como as cerimônias fúnebres católicas, os funerais protestantes também acompanham uma celebração religiosa. Porém, essa religião não utiliza velas, nem crucifixos, apenas flores para homenagear quem partiu.


Na capela: Cruz sem a imagem de Jesus, pedestal de flores e palanque para celebração.



ESPIRITISMO


De acordo com a tradição espírita os mortos devem ser enterrados o mais rápido possível, sem restrição de dia da semana ou datas festivas/religiosas, aguardando apenas os trâmites burocráticos.


Os espíritas velam seus mortos tanto com caixão aberto como fechado, dependendo da vontade da família. No velório, dirigido ao espírito, os presentes permanecem em preces em intenção da alma, criando-se um clima de vibração positiva em favor do desencarnado.


Qualquer pensamento derrotista deve ser evitado, como o choro e o questionamento, pois são prejudiciais já que o espírito se liga ao encarnado pelos pensamentos. Por isso, valorizam-se as vibrações positivas, incentivadas pela música ambiente durante o velório. Flores são recebidas embora não sejam necessárias. Os espíritas não adotam o uso de velas e nem as imagens no túmulo (podendo ser inseridas de acordo com a vontade e posses dos familiares).


Na capela: cruz sem a imagem de Jesus, pedestal de flores e palanque para celebração.



BUDISMO


Em enterros realizados pela religião budista repete-se um ritual de velório por meio de oferendas de alimento oferecidas às divindades em sinal de desapego. Os budistas costumam cremar os mortos, mas quando há enterro o caixão não estampa a cruz. As crianças são levadas para as cerimônias fúnebres para se acostumar com a ideia da morte. Algumas famílias mais ricas adiam a cremação durante longos períodos para maximizar os méritos alcançados.


Na capela: altar para cartas, caixão horizontal a porta(?), local para alimentos, velas e incenso.



UMBANDA


O funeral umbandista é dividido em duas partes. A primeira, purificação do corpo e do espírito, acontece sob a presença do sacerdote, ajudante e um parente. A segunda é a cerimônia social para encomenda do espírito, realizada no velório e no túmulo.


Ainda no necrotério, antes de vestir o corpo do desencarnado, o sacerdote procede com alguns atos como: purificação do corpo com incenso, purificação do corpo com água consagrada, cruzamento do corpo com a pemba (?) branca consagrada, cruzamento do corpo com óleo de oliva consagrado e borrifação do corpo com essências e óleos aromáticos.


Na capela: sala para preparar o hóspede, pedestal de flores e palanque para celebração.



CANDOMBLÉ


No candomblé, o ritual pós-morte, chamado de “Axexe”, acontece em etapas. Primeiro o corpo é preparado para que o espírito seja liberado da matéria. Essa etapa ocorre em uma casa de pai de santo. Depois, realiza-se o velório, no qual cânticos pedem aos ancestrais para que recebam o novo espírito. Em seguida o corpo é sepultado. Se a morte for de um pai ou mãe de santo, a cerimônia de louvação dura sete dias.


Com uma navalha o Babalorixá ou Yalorixá, explicar o que são, raspa o topo do crânio do falecido e retira o Oxu, juntamente com todos os pós colocados na sua iniciação. Em seguida, quebra-se um ovo, oferece-se um Obi Obi ritual, pintando-o com efun, wáji, e ossun e coloca-se um novo oxu. Além disso, um pombo é sacrificado e o sangue que escorre dele é recolhido num pedaço de algodão. Depois, parte dos objetos é enrolado no pano branco e colocado na sepultura, e outro é levado para dar início ao ritual do Axexe propriamente dito. Tá um pouco confuso. Só quem é do candomblé irá entender.


Na capela: espaço para alimentos, pedestal de flores, palanque para celebração e sala para preparar o hóspede.



JUDAÍSMO


No judaísmo a preparação do corpo é conhecida como “Tahara”, o momento de purificação. Um banho cuidadoso com água pura é feito pelo grupo enquanto preces são recitadas pedindo perdão em nome do falecido pelos possíveis pecados cometidos em vida. Tudo é realizado no próprio cemitério, em um local reservado.


Os olhos recebem uma pedra cada um. Também é repousada uma terceira pedra na boca. A religião ensina que isso impede o questionamento da própria morte ou ainda que o falecido se encontre com Deus antes do Juízo Final. Depois disso, o caixão é fechado ou o corpo enrolado em um pano branco, e ocorre um breve velório. Orações fúnebres são recitadas em hebraico. Em seguida, sete parentes enlutados rasgam um pedaço da própria roupa em alusão ao coração dilacerado pela perda.


Na capela: sala para preparar o hóspede, estrela de Davi, palanque para declarações e celebração, tesoura e local para as pedras.



ISLÃ


O enterro acontece o mais rápido possível, em respeito ao falecido, e a mortalha fica aberta nos pés e na cabeça. Já perfumado com cânfora, o corpo é colocado no caixão com seu lado direito apoiado no fundo e com o rosto voltado para Meca. Versos do Alcorão são recitados ao fechar da cova.


Na capela: sala para preparar o hóspede, palanque para declarações e celebração.



ROSACRUZ


De acordo com a tradição, a cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha imprimido, no Corpo de Desejos, o panorama da vida que passou. Também é comum que se prepare o ambiente com músicas superiores (?).


Na capela: Altar para celebração, ornamento com símbolo da Rosacruz.

Mas acontece enterro? Só fala da cremação.



WICCA


Na Wicca a cerimônia fúnebre é chamada de “Requiem”, palavra latina que significa “repouso”. No rito de despedida wiccano, os entes queridos homenageiam o falecido, lembrando de suas qualidades e feitos, além de fazerem preces aos deuses pela sua paz. Também se realiza o pagamento simbólico de uma moeda ao barqueiro que conduzirá sua alma pelo submundo.


Outra prática comum entre os wiccanos é a confecção anual de um altar doméstico para homenagear os mortos durante o Sabbath de Samhain. Nesse altar costuma-se dispor fotos dos parentes e amigos falecidos, além de flores, velas, incensos, oferendas de comidas, bebidas e doces que eles gostavam.


Diferentemente de algumas religiões, as cerimônias fúnebres wiccanas devem culminar em risos e alegria, além de um banquete e brindes em memória daquele que voltou para os braços da Deusa. “Feliz encontro, feliz despedida e feliz reencontro novamente!”


Na capela: deposita-se ao lado do altar uma pequena tigela de louça (um caneco ou xícara com asa é o mais adequado) com um cordel prateado a ela atado; é preciso dispor também de um martelo para quebrar o pequeno recipiente e um pano para embrulhá-lo, também deve-se deixar à disposição, próximos do altar, joias e um véu, bem como uma coroa para o Senhor do Mundo Subterrâneo também à disposição sobre o altar deve haver um colar.



E aí, o que achou de conhecer os diferentes ritos de diversas religiões aqui da nossa região? Sentiu falta de alguma informação ou gostaria de contar mais curiosidades referentes à sua crença? Deixe aqui o seu comentário! Com ele podemos nos manter atualizados e até fazer novas matérias! E lembre-se, para nós toda cultura é válida e merece respeito!

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