A ORIGEM DO CEMITÉRIO E A CRIAÇÃO DO SISTEMA VIGENTE

Wadi al-Salam, o maior e mais antigo cemitério do mundo.

O costume de enterrar corpos é tão antigo quanto os seres humanos. Esse ritual, que se tornaria cotidiano, teve início com a necessidade de esconder os corpos sem vida para evitar a decomposição evidente, a proliferação de animais e consequentemente a aproximação de predadores. Os corpos eram colocados tanto em baixo da terra ou mesmo sob pedras. Assim, no princípio os enterros tinham um sentido diferente do que têm atualmente.


No final do século XVII, surgiu a preocupação com a saúde pública, e os corpos passaram a ser sepultados em área aberta, os chamados campos-santos ou cemitérios secularizados, que não eram novidade para alguns povos como judeus, chineses, japoneses protestantes e outros, que já praticavam o sepultamento dessa forma. Essa mudança afetou o catolicismo, pois os enterros fora da igreja eram considerados uma prática dos não católicos.


Na década de XX, os primeiros cemitérios do Brasil foram as próprias igrejas. Os sepultamentos nesses locais obedeciam sempre a uma hierarquia, desse modo conferiam aos maiores doadores a possibilidade de serem sepultados mais próximos do altar-mor ou em suas proximidades. Estavam restritos ao sepultamento dentro das igrejas os escravos, acatólicos, judeus, protestantes e sentenciados.


O maior e mais antigo cemitério do mundo está localizado na cidade de Najaf, no Iraque, no vale de Wadi al-Salam, que significa Vale da Paz em árabe. Com uma área de dez quilômetros quadrados, é considerado o mais antigo e o maior cemitério do mundo, ocupando cerca de 13% da área da cidade, com mais de cinco milhões de corpos.

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